Cotovelada do Administrador

Abril, 13 2008

 

Às vezes a gente faz algumas coisas na vida…tsc, tsc, tsc… das quais se arrepende.

Em mais um domingo ensolarado em Alcatraz Campinas, eu estava ajustando algumas coisas no WordPress.com e acabei fazendo uma grande bagunça nas categorias e tags.

Sem chance de mexer nisso hoje novamente.

Os posts ficaram todos “perdidos” e eu terei que reorganizá-los todos em algum momento, mas hoooje sem chance!

Saludos!


A hora infinita

Abril, 4 2008

 

São 20:53 de 03 de abril de 2008. Estou no aeroporto sem internet porque a rede na qual eu costumo pegar uma carona não estava acessível hoje.

A quantidade de gente que circula por aqui é realmente algo impressionante. Vê-los agitados, apressados, aborrecidos, correndo de um lado para o outro do saguão, chega suscitar um sentimento de pesar.

Papo-furado de mim comigo mesmo nessa hora infinta.

Saludos!


De volta pra casa

Abril, 4 2008

 

Voltar para casa é uma coisa boa. Somente isso. Sem grandes divagações, sem grandes racionalizações.

Voltar para casa é, antes de mais nada, indício de que há uma casa. E, seja lá o que você entenda por isso, ela está lá.

Neste momento eu estou voltando para a minha casa, depois de algumas semanas de trabalho.  Voltando para os meus filhos e para a minha esposa. Voltando para tudo o que dá sentido à minha vida.

Todo o resto é convesa-fiada.

Vida longa!


Dia de ‘estar falando’…

Março, 31 2008

 

Pessoal, não podemos nos esquecer da campanha que vai estar acontecendo no dia de hoje. Temos que estar lembrando que hoje vai estar sendo o dia de estar falando como operador de telemarketing.

Em caso de dúvidas, visitem o endereço original da chamada aqui: Dia de estar falando como Operador de Telemarketing.

Saludos!


O escândalo do caixa 14

Março, 31 2008

 

Ontem eu estive no Extra-perto que fica mais-ou-menos perto daqui do hotel em que vivo em Campinas para comprar algumas coisas que faltavam em minha cozinha.

Ao me aproximar do caixa a senhora que estava à minha frente começou conversar comigo, mostrando vários frangos na área de “escape” (aquela cestinha que fica antes do caixa, onde as pessoas depositam os produtos que desistiram, na última hora, de levar). Ela explicava que as aves eram congeladas e já estavam com a embalagem plástica molhada, o que indicava que eles estavam ali fazia um bom tempo.

A reclamação daquela senhora era bastante pertinente. Seu argumento era que, uma vez que o produto havia sido descartado por um cliente, ele deveria ser retornado o mais rapidamente possível para o balcão refrigerado. Caso isso não fosse feito logo, a ave poderia entrar em processo de decomposição e o próximo cliente que “sorteasse” a ave em sua escolha, levaria um produto que, apesar de estar no período de validade, não havia sido consevado adequadamente.

Aquela senhora ficou tão incomodada que se dirigiu ao caixa para informar à funcionária sobre suas observações.

A moça não deu muito conversa para a senhora, que voltou a reclamar comigo.

Eu já estava com o saco na lua por ter que ouvir aquela choradeira toda, mas por sorte o cavalheiro da frente foi atendido e chegou a vez da senhora.

A primeira coisa que ela disse à menina do caixa foi sobre o frango. A menina não sabia bem o que dizer, e resumiu com um: “eles passam de meia em meia hora para recolher os produtos deixados. Devem estar atrasados”.

A senhora fez troça dizendo: “Ah… em meia hora este frango já estará estragado”. E tentou retomar a discussão. Mas como a sua compra era pequena (apenas dois frangos congelados, iguais aos que estavam na cestinha do maldito caixa do lado), a menina já disparou:

“São ‘tantos’ reais, senhora”.

A tiazinha pagou e foi embora.

Agora eu vou ficar esperto quando voltar ao supermercado: se tiver frango na cestinha, troco de fila imediatamente.

Vida longa!


Encontraram o culpado

Agosto, 5 2007

O culpadoEu não comentei aqui o desastre do avião da TAM. Sem dúvida nenhuma uma das grande tragédias de nosso país.

Não queria comentar o acidente porque, simplesmente, não sabia por onde começar e muito menos, onde terminar. Não é um fato sobre o qual se possa emitir uma opinião sem, no mínimo, parecer mal-informado, superficial ou mesmo insensível.

Foi um fato gravíssimo, ceifou duas centenas de vidas, marcou a história da aviação brasileira e encerrou a história de famílias inteiras. Não há como comentar isso. Simplesmente, uma modesta menção de condolências aos brasileiros que foram atingidos por este desastre.

Mas o que não poderia passar sem nota é a conclusão que se avizinha: “O piloto errou!”

Puxa vida! (tentei escrever o que você está pensando, mas meus filhos podem ler…)! Encontraram os responsáveis: foram os pilotos. Mas é claro! Ambos com vinte anos de experiência. Homens habituados a subir e descer nestes céus de nosso país. Milhares de horas de vôo cada um. Quem sabe, não é? Talvez eles estivessem chateados com alguma coisa, talvez, talvez…

Mais uma vez, neste meu país, as vítimas vão levar a culpa. Como no caso do Ministro Paloci, em que o culpado de tudo era o caseiro. Como no caso PC Farias a culpada (!) era a moça que namorava com ele (que foi assassinada junto, lembra-se?).
Provavelmente, no caso do presidente do Senado, o Sr. Renan Calheiros, vão descobrir que a culpa é a recepcionista do motel. É… ela foi a culpada pelo fato de o nome dele estar ligado a tanta picaretagem, certamente.

Mas voltando ao caso do vôo 3054 (meu Deus! eu até decorei esse número), as investigações têm apontado para falha dos pilotos.

Agora está tudo explicado: na verdade, o que aconteceu é que os pilotos, em um dia de folga, foram ao Bahamas e o garçom lhes serviu uma caipirinha com pouco açúcar. Aí, eles pensaram assim: “vamos complicar a vida do Oscar. Vamos produzir o acidente fenomenal de forma que a prefeitura vai querer derrubar o prédio dele e fechar o Bahamas. Ele vai ver só quem é que manda aqui.”

E pronto!

Você viu? Estava tudo óbvio. Nós é que não estávamos percebendo: na verdade, a culpa é do garçom! Mas essa é uma OUTRA investigação… Por hora, temos que descobrir as verdadeiras motivações dos pilotos.

Era por isso que eu não queria comentar o fato. Não há o que comentar. Qualquer coisa que se escreva é um equívoco.

Minha solidariedade às famílias marcadas por esta tragédia. Que encontrem forças para seguir em frente, e compreendam que qualquer conclusão a que cheguem as investigações não trará seus entes queridos de volta e, infelizmente, não parece que servirão para melhorar a segurança de nosso céu que há muito não é de brigadeiro.

Portanto, não se prendam ao chavão “queremos justiça” porque a justiça é obra dos homens. De homens iguais aos que estão lá para aplicá-la. E que estão mais interessados em obter alguma vantagem para si que para, efetivamente, ajudar o nosso país.

Sigamos em frente, enquanto os nossos representantes nos permitirem. Enquanto não nos acusarem de sermos os culpados pela mosca em seu caviar.

Saludos,

Paris


Tá difícil

Junho, 20 2007

Olha, tá difícil. Eu bem que tenho tentado escrever alguma coisa para honrar as milhares de quatro visitas que recebi no último mês, mas tenho andado enroladíssimo no trabalho.
Assim, o assunto que mais tenho nas últimas semanas é de trabalho. Entretanto, por razões políticas e financeiras pessoais “a nível” de família “enquanto” empregado”, evito escrever sobre este tão polêmico tema.
Faço, então, este “postzinho” safado só para dizer que o blog está ativo apesar de não parecer.
Por favor, continuem acessando. Uma hora algo de novo vai surgir, como aquela luz no fim do túnel que ninguém sabe bem definir se é motivo de comemoração ou de desespero mas que é melhor que o marasmo da escuridão.

Vida longa!


Por que somos assim?

Novembro, 22 2006

FugazSeguindo o meu caminho, somo impressões que são contaminadas por minhas próprias convicções. Sou contaminado e contamino. Já não sou o mesmo. O mundo já não é o mesmo por minha ação, e mesmo por minhas omissões.

Meu olhar é o ponto em que tudo faz diferença. Se miro atentamente, ou se faço olhos baços, posso mudar o mundo inteiro.

Seguimos mudando, mudando o que somos, ou o que pensamos que somos, em algo que pensamos ser novo. Nada muito diferente do que já está estabelecido, mas o suficiente para nos desconhecermos sob certos aspectos.

Tenho passado por uma torrente de fatos que têm mudado sobremaneira a minha vida. A princípio, só percebo a mudança na rotina, nas coisas imediatas que devem ser executadas. Mas sei que já não sou o que era. Mas só o perceberei com alguma clareza daqui a algum tempo. Ainda não posso analisar essa nova criatura da qual sou eu mesmo criador. Mas o tempo não pára para que analisemos. Nem sei se seria importante que isso ocorresse.

Cá estou eu, a escrever-vos. De meu silêncio surgem algumas opniões que me atrevo a compartilhar com vocês. Sem pensar muito, sem muita análise. Só um sentimento.

Sigamos, portanto, nesta nave solitária, neste ponto insignificante no espaço e no tempo, tentando fazer com que nossa fugaz existência tenha algum sentido. Não nos esqueçamos que o indivíduo, a “indivisível dualidade”, só tem algum sentido diante do outro. Não há sentido no elemento humano “em si”. Não há sentido no ajuntamento de coisas. Só encontramos sentido naquilo que o outro nos devolve. Somente diante do outro eu posso ser eu.

E posso ser eu, ainda que já o seja de uma maneira totalmente diferente, pois, como disse Eráclito de Éfeso: “…um homem jamais se banha duas vezes no mesmo rio, pois da próxima vez nem ele nem o rio serão os mesmos…”, por aquilo que sei de mim vindo de vocês mesmos.

Um abraço,

Paris


Está indo…

Setembro, 20 2006

Quanto mais alternativas, mais fácil fica nos perdermos no caminho.

A opção pela simplicidade pode ajudar-nos a caminhar, sem muitos solavancos na alma.

Hoje, mais uma maquiada no blog.

Com calma vamos perseverando. Sem grandes promessas, sem grandes aflições.

Vida longa!


Inércia

Setembro, 19 2006

Vamos vencendo a inércia.

Por hora, o silêncio. Aquele silêncio de quem prepara a flecha, e tensiona o arco.

Controlando a respiração, conectando-se com o divino, sentindo a própria pulsação.

Num momento, o disparo…

Vida longa!
Paris