As crianças, as pedras do caminho e o coração de pai

Maio, 26 2008

Minhas crianças já estão grandinhas. Estão lindos e já vão para o colégio sozinhos. Mas na segunda-feira, no horário em que elas já deveriam estar chegando em casa, recebo uma chamada (a cobrar) de minha filha:

- Pai…(pela pausa após o “pai…” eu já gelei)

- O que foi, filha?! O que foi?!

- Pai… o Lucas…

- O que tem o seu irmão, filha?! Diga logo?!

- O Lucas sumiu…

O chão também sumiu debaixo de meus pés. Nessa fração de segundos, meu mundo ruiu.

- Como assim, minha filha?! Como “sumiu”?! ONDE ESTÁ O SEU IRMÃO, CAMILLE?!

Nisso, a minha esposa me ouve aos berros ao telefone e já vem com cara de choro, e nos desesperamos.

- Pai… o Lucas foi na farmácia pesar e eu estava na loja ao lado…

- Mas como assim “na farmácia”?! E por que você não estava com seu irmão?! Pergunte a alguém aí na farmácia! PERGUNTE!

E ela insiste:

- Pai, eu já perguntei. Um “moço” viu o Lucas. Pai.. o Lucas não está mais aqui.

Foi a maior das sensações de desespero que já senti em minha vida. Eu já me imaginava largando o emprego, largando TUDO e tornando a busca por meu filho a única razão de viver.

A sensação é de que algo congela você por dentro.

De repente, ela me diz:

- Pai… O Lucas está do outro lado da rua.

(UFA!)

Então, eu tinha o meu filho de volta! Mas demorei algumas horas para que toda a adrenalina de meu corpo voltasse aos níveis normais. Enquando isso, ficava dividido entre a alegria de ter meus filhos e o emputecimento a raiva pelo susto que eles me deram, independentemente de seus motivos.

O ocorrido foi que o Lucas disse à Camille que ele havia esquecido sua pasta no colégio e que voltaria para buscá-la. Entretanto, a Camille, entusiasmada com alguma coisa que ela havia visto na vitrine da loja ao lado da farmácia, não ouviu a mensagem do irmão. Ou seja: ela achava que ele estava na farmácia e ele achava que ela sabia que ele havia retornado para a escola para buscar sua pasta.

A sensação de perda, de impotência, de fim-de-mundo, é indescritível, e é melhor mesmo ser esquecida.

São as tais dores do crescimento: não podemos cortar as asas de nossos “pajaritos” porque eles têm que crescer e aprender a voar, mas o nosso coração de pai ficará sempre nas mãos, enquando eles voam, serelepes, em direção ao domínio de seu quinhão de céu.

Vida longa!

 


Testando as possibilidades das redes sociais

Abril, 21 2008

 

Já faz algum tempo que eu estou pensando em acrescentar aqueles botõezinhos do del.icio.us, digg, furl e demais cositas do gênero em minhas postagens. Como sou um simpes trabalhador, não fiz upgrade no WordPress.com e nem tenho tido tempo para considerar uma migração para o WordPress.org (como fez o colega: http://www.jangeisler.co.nr/), encontrei uma forma relativamente simples de fazer o que vinha pretendendo.

Apesar de ainda não ter conseguido com que os ícones sejam postos no post (eita trocadilho!) automaticamente, não me toma muito tempo preparar a barra de ícones de forma a permitir aos visitantes a indicação do post diretamente em seu serviço de “social bookmark” preferido.

Este post inaugura esta nova era.

O engraçado é que há muitos serviços dos quais eu nunca tinha ouvido falar (pero que los hay, los hay), e que agora estão aqui na base do post, ainda que seja um postizinho bem shameless.

Vamos ver como fica na página.

Caso você se interesse pelo tema blog, blogagem, blogging ou mesmo “brog”, talvez valha a pena dar uma olhada nos posts originais de onde eu tirei esta dica:

WordPress.com: How to add social bookmark buttons

social bookmarks on wordpress.com

Sintam-se à vontade para bookmarcar, nem que seja apenas para testar, como eu fiz.

Vida longa!

 

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A moqueca (ou de como o processo pode ser divertido)

Abril, 20 2008

A busca

Mais um sábado ( 19/4/2008 ) em Alcatraz Campinas, e acordo com uma obsessão: fazer uma moqueca. Esta seria a grande meta para o dia! Acontece que, além de ter que preparar um notebook para a equipe de vendas (o que estava por me consumir todo o fim de semana sem que eu fizesse idéia), eu precisa de alguma aventura culinária (vejam bem que eu não digo “gastronômica” porque o resultado não interessa muito, mas “culinária” que se refere ao processo mais que ao resultado deste).

Assim, elaborei uma pequena lista com os itens a adquirir no supermercado aqui perto do flat e saí super empolgado, com minha lista no bolso. Bem no estilo “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”.

No supermercado em que fui, ingenuamente (olha ela aí de novo) esperando encontrato tudo o que precisava (e nem eram tantos itens assim), não encontrei o principal: peixe fresco (o “fesco” aqui refere-se ao fato de ele ter sido capturado, torturado e morto há poucas horas, e não tem nenhuma conotação sexual). O supermercado só tinha peixe congelado e isso, para mim, não era uma boa saída. Sequer uma saída.

Bem, não encontrando o peixe, eu ficaria impossibilitado de fazer a moqueca, é claro, mas como eu já havia posto na cesta todos os demais ingredientes (e até descobri um tal de “colorífico” que é a mesma coisa que “coloral”) eu já tinha ido longe demais. Não podia parar! Estava decidido: eu IA fazer a porra da moqueca!

Ao retornar para o hotel, descobri que tinha um supermercado fresco Pão-de-Açúcar aqui perto, e algo me dizia que se eu precisava de algo fresco, era lá que eu iria encontrar. Parti, então, em busca do famigerado peixe.

Chegando lá… melhor, eu não vou entrar nos detalhes do atendimento porque não é o foco deste post. Mas que eu tinha sangue nos olhos ao ser atendido por aquela múmia aquele senhor de forma tão pasmaceira, lenta serena, isso eu tinha. Mas o ódio, o rancor e o desejo de matar um não são bons sentimentos para se nutir num post que fala justamente de paz e moqueca.

Consegui a muito custo, comprar uma posta de cação, que não era a minha preferência, mas a moça que ajudava a múmia o senhor me convenceu dizendo “até tinha robalo e abadejo, mas acabou tudo. Vendeu muito bem hoje!”. “Vendeu muito bem”?! Como assim? Que horas são? Putz!! São 14:30h! Como alguém em sã consciência espera encontrar peixe fesco às 14:30h, por mais fresco sofisticado que seja o supermercado? Sobrou a posta de cação e seria ele mesmo a vítima.

A preparação

Segui para o hotel, com meu pequeno tesouro, para iniciar o ritual de cozinhamento cozinhação cozimento.

Os preparativos podem ser conferidos na prova abaixo:

Preparativos

Uma rápida explicação (da esquerda para a direita):

  1. Panelas vaidosas que queriam sair na foto a todo custo, nem que fosse “pisando” no pobre coitado do prato que lá estava;
  2. Meio pimentão;
  3. Uma cebola e três tomates fazendo pose;
  4. Um maço de cheiro verde (não sabia que cheiro tinha cor até hoje – agora eu vejo a luz!);
  5. Um limão partido ao meio (ou duas bandas de limão, se preferir); não, não era para a capirinha;
  6. Escondidos ao fundo: camarão e cação; (não sei se foi timidez ou cacaço medo que os fez se esconderem na hora da foto);

 

Como o cação e o camarão estavam meio tímidos e o cheiro verde (?) era novidade para mim, eles mereceram um close exclusivo.

Close no cheiro verde, no cação e no camarão

 

Agora, uma tomada invertida para ajudar a compreender a grandeza do espetáculo que se avizinha:

Tomada invertida da pia, para ajudar a compreender o espetáculo

 

A aventura

Como não é só de preliminares que se vive o prazer, vamos às vias de fato.

Coloquei o peixe e o camarão de “molho” no suco do limão e deixei quieto. Eu não sei bem qual era o objetivo desta etapa, mas minha esposa disse que deveria ser assim e eu não sou louco de discutir com ela.

Enquanto o camarão e o cação descansavam no limão, eu parti para os vegetais. Eram eles: o pimentão, o tomate, a cebola e o tal do cheiro verde.

Comecei pela cebola: veja só (no canto inferior-direito da foto) o que sobrou da pobre cebola. Só a casca.

O que restou da cebola

Não. Não foi só a casca. Eu descobri uma forma de se limpar a cebola antes de ralá-la: o segredo, para ela não desmontar na sua mão, é manter o “olho”(?!). Ou seja, a parte de onde saem as raízes você deixa, porque mantém as camada firmes para que você possa ralar sem que ela desmanche antes da hora. Assi, além da casca, sobrou o “olho” da cebola.

 

O "olho" da cebola 

Agora é a vez do cheiro verde (!) entrar em cena e virar tempero de verdade.

Primeiro, a organização: cebolinha pronta para o abate e salsinhas ansiosas à espreita:

 Cebolinha a postos e salsinhas ansiosas

As salsinhas furaram a fila e se descabelaram para sair na frente:

Salsinhas descabeladas

 

Agora, finalmente, todas juntas, unidas num só tempero.

 Todo mundo junto! 

 

Após a preparação do que seria o tempero da moqueca, eu parti para a organização da panela. É… panela também tem que ter organização.

Então coloquei: azeite pra caralho, tempero arisco e colorau colorífico.

A panela!

 

O arroz (que nem citei ainda porque era apenas um coadjuvante no meio de tantas estrelas) já estava quase pronto.

O arroz

Devido ao fato de eu ter me atrapalhado do momento em que terminei de organizar a panela em diante, a única foto que tenho é da coisa já toda montada. Na foto abaixo só se consegue ver o resultado, mas por baixo há (na ordem de baixo  para cima):

  1. Azeite com arisco e colorau colorífico;
  2. Posta de cação;
  3. Tempero;
  4. Camarão;
  5. Tempero;

 

A MOQUECA!

 

Na sequência: fogo na panela!

Veja que a cozinha já estava organizadíssima, exceto por uma sobra de salsinha que eu realmente não sabia onde colocar (eu não aceito sugestões).

Cozinhando

Cozinha arrumada, porque eu sou um amador mas sou limpinho.

Cozinha arrumada

Bem, nem tão arrumada assim, mas tudo lavadinho e pronto pra próxima.

O resultado, infelizmente, não foi registrado por imagens, mas posso dizer que ficou muito saborosa.

Algumas coisas eu aprendi nesta aventura:

  1. Não deixe para comprar peixe às 14:30h;
  2. Não use panela de alumínio para fazer moqueca (esta foi a primeira vez que eu preparei uma moqueca em panela comum de alumínio, e posso afirmar que há muita diferença daquela feita em panela de barro);
  3. Nunca deixe a salsinha para depois da cebolinha; as duas são muito competitivas e é foda muito difícil administrar o jogo de vaidades das duas;

Esta foi a aventura culinária do meu sábado.

Conte-me as suas aventuras culinárias também. E se quiser alguma dica de moqueca, é só dizer.

Vida longa!

 


O purê reformado

Abril, 20 2008

 

Escrever sobre o passado é muito complicado. Ainda mais quando este passado nos remete a uma cagada experiência traumática ou mesmo apenas negativa.

Pois acontece que no último domingo, 13/4/2008, eu me atrevi, uma vez mais, a fazer um purê de batatas. É.. essa seria A aventura de meu domingão aqui em Alcatraz Campinas! Ingenuidade, meu caro, ingenuidade. Ela é a mãe dos graves acidentes e madrinha dos decapitados acidentais.

Pois eu pus a batata para cozinhar e fui cuidar dos demais preparativos para aquele que seria (assim me sussurava a ingenuidade aos ouvidos) o meu super-almoço-de-domingo-com-purê-e-tudo-mais.

Após o cozinhamento cozimento da batata, parti para a parte mais divertida do purê (se é que um purê pode proporcionar alguma diversão além de saboreá-lo): a hora de amassar.

Purê amassado com creme de leite e margarina, apesar de eu não saber ao certo se poderia ser substituída por manteiga ou qualquer outra coisa (não, eu não aceito sugestões), e tudo seguindo conforme planejado. Entretanto, na hora do sal, eu inventei uma forma bem legal de lançá-lo sobre a massa de forma razoavelmente homogênea. Em vez de salpicar (que palavrinha mais fresca, não?)com os dedos, usei o saleiro de mesa. É!! Uma descoberta que fiz ao temperar ovos que estava fritanto.

Na minha terra há um ditado que diz que “de grão em grão a galinha enche o papo” (tudo bem, colegas de outras paragens, depois eu faço um post com a explicação deste regionalismo que trago em minha bagagem cultural capixaba). Então, devagarzinho eu fui mandando ver sal no purê. E continuava amassando, amassando, e a dama ingenuidade sussurrando em meus ouvidos: “mais um pouquinho de sal, meu amigo…só mais um pouquinho”. O resultado dessa sedução pueril foi que, ao término, o purê estava simplesmente incomível! Uma coisa que parecia ter vindo diretamente das profundezas do inferno mar de tão salgada.

Assim, como não se deve jogar comida fora, eu tinha que planejar uma virada nesse jogo que eu estava perdendo de 3 x 2. O que fiz? O que fiz? A-HA!!! Liguei para a minha esposa: “amor, como é que se tira o sal do purê?” e sua resposta, amorosa como sempre: “meu bem, é só colocar mais batata”. PUTA-QUE-PARIU! Como eu não pensei nisso NOSSA! Que ótima idéia! E não vou comentar que a lógica de minha mulher é melhor que a minha porque se ninguém percebeu não sou eu quem vai chamar a atenção para esta minha limitação. Vamos ao que interessa que é o purê.

BATATA!!! (este “batata” é aquela expressão que usamos para definir algo como certeiro, preciso).

Cozinhei mais batata e lancei sobre a massa do purê, conforme pode ser constatado pela prova abaixo:

Acréscimo de batatas ao purê que já estava "pronto"

A esta altura eu já estava verde de fome faminto e já estava tão puto chateado com o purê que não sabia se o terminava e comia ou o atirava daqui do sétimo andar (só pra ele aprender a não ficar salgado mais). Junto com as batadas adicionais, coloquei mais margarina e mais creme de leite, para manter as coisas equilibradas.

 Acréscimo da margarina e do creme de leite

 

Perseverei nessa briga até o fim e, para meu espanto, a coisa até que ficou decente.

Na foto abaixo, pode ser constatado o trabalho finalizado e assinado pelo artesão.

Purê reformado com assinatura do "chef"

Bem, o purê reformado ficou bom, contrariando todos os prognósticos contrários. Virada de jogo aos 45 do segundo tempo.

Da próxima vez, não vou usar o saleiro. ELE, na verdade, é que foi o culpado de eu ter almoçado às 17:00h naquele domingo ensolarado.

Vida longa!


Desejos

Abril, 13 2008

 

Às vezes me perco na tentativa de compreender certos quereres. Os porquês de certas ânsias e angústias do desejar.

Parece que o tempo todo ingoramos o que já temos, e nos dedicamos a desejar algo novo. Aparentemente nos fascina mais o ato de exercer o desejo do que o de exercer a posse. Não ouço pessoas (às vezes até ouço) dizendo que estão satisfeitas com o que conseguiram, a não ser que o objeto possuído tenha sido adquiro há poucos instantes. Mas as vejo (incluindo a mim, certamente) constantemente enumerando os seus anseios, aquilo que gostariam de ter se.. se ganhassem uma boa grana; se ganhassem na loteria; se o mundo não fosse como é; enfim, todo mundo tem aquela listinha de coisas que gostaria de ter se não fossem os obstáculos que o mundo coloca à sua frente.

A gente passa a vida desejando tantas coisas, almejando tantos objetivos, que se esquece de aproveitar o que tem, ainda que seja modesto, ainda que não seja o “último modelo”.

Eu fico aqui, no hotel, me envenenando com os meus quereres, com os pensamentos do que deveria ter sido e não foi (ainda) somados aos que deverão ser um dia, que não páro para observar a cidade.

Em meus próximos finais de semana, tentarei não ser tão amargo, e vou admirar o que tenho perto de mim, deixando um espaço para os sonhos mas sem me ausentar da realidade imediata que apesar de me agredir, pode ter algo de encantador ainda não explorado.

Vida longa!


Cotovelada do Administrador

Abril, 13 2008

 

Às vezes a gente faz algumas coisas na vida…tsc, tsc, tsc… das quais se arrepende.

Em mais um domingo ensolarado em Alcatraz Campinas, eu estava ajustando algumas coisas no WordPress.com e acabei fazendo uma grande bagunça nas categorias e tags.

Sem chance de mexer nisso hoje novamente.

Os posts ficaram todos “perdidos” e eu terei que reorganizá-los todos em algum momento, mas hoooje sem chance!

Saludos!


A hora infinita

Abril, 4 2008

 

São 20:53 de 03 de abril de 2008. Estou no aeroporto sem internet porque a rede na qual eu costumo pegar uma carona não estava acessível hoje.

A quantidade de gente que circula por aqui é realmente algo impressionante. Vê-los agitados, apressados, aborrecidos, correndo de um lado para o outro do saguão, chega suscitar um sentimento de pesar.

Papo-furado de mim comigo mesmo nessa hora infinta.

Saludos!


The Earth Hour

Abril, 4 2008

 

Esta semana eu passei por uma experiência interesante: participei de um evento que, no dia 29/03/2008, parou (ou deve ter parado) a cidade de Sidney.

O evento chama-se “Earth Hour“, e tem como objetivo alertar para os impactos ao meio-ambiente causados pelo consumo de energia elétrica.

Aparentemente, o foco são as localidades atendidas por usinas termelétricas, entretanto, mesmo uma usina hidrelétrica (que é a principal  forma de obtenção de energia no Brasil) causa impacto ambiental, e eu aproveitei para me juntar à turma.

A idéia do “protesto” era simples: no sábado, 29/03/2008, no período das 20:00h às 21:00h, as pessoas desligariam todos os equipamentos elétricos possíveis, em suas respectivas casas. As empresas, por sua vez, apagariam as luzes de seus edifícios.

Pois eu estava no hotel teclando com minha esposa e, às 20:00h apaguei todas as luzes do apartamento e desconectei a fonte da tomada.

Foi uma experiência interessante: tudo na maior escuridão e só a tela do note brilhando na minha frente.

Como eu estava teclando com minha esposa, não parei para pensar no significado de se abster por uma hora deste recurso tão importante que é a energia elétrica, mas estou decidido a fazer a minha própria “Earth Hour“: mas desta vez, vou usar velas e, sem atear fogo ao apartamento – porque isso liberaria muito CO2 – vou passar a minha “Earth Hour” de uma forma saudosista, lembrando dos momentos de minha infância em que, ao faltar luz em casa, minha mãe corria para acender velas para iluminar as nossas horas de divertida penumbra.

Saludos!


De volta pra casa

Abril, 4 2008

 

Voltar para casa é uma coisa boa. Somente isso. Sem grandes divagações, sem grandes racionalizações.

Voltar para casa é, antes de mais nada, indício de que há uma casa. E, seja lá o que você entenda por isso, ela está lá.

Neste momento eu estou voltando para a minha casa, depois de algumas semanas de trabalho.  Voltando para os meus filhos e para a minha esposa. Voltando para tudo o que dá sentido à minha vida.

Todo o resto é convesa-fiada.

Vida longa!


A lei de Deus

Abril, 1 2008

 

“Não matarás”

“Não matarás”

“Não matarás”

“Não matarás”

“Não matarás”

“Não matarás”

 

Quando “Ele” ditou essa linha, não havia mesmo uma exceção para quem trabalhasse com consultoria? Será?