O purê reformado

 

Escrever sobre o passado é muito complicado. Ainda mais quando este passado nos remete a uma cagada experiência traumática ou mesmo apenas negativa.

Pois acontece que no último domingo, 13/4/2008, eu me atrevi, uma vez mais, a fazer um purê de batatas. É.. essa seria A aventura de meu domingão aqui em Alcatraz Campinas! Ingenuidade, meu caro, ingenuidade. Ela é a mãe dos graves acidentes e madrinha dos decapitados acidentais.

Pois eu pus a batata para cozinhar e fui cuidar dos demais preparativos para aquele que seria (assim me sussurava a ingenuidade aos ouvidos) o meu super-almoço-de-domingo-com-purê-e-tudo-mais.

Após o cozinhamento cozimento da batata, parti para a parte mais divertida do purê (se é que um purê pode proporcionar alguma diversão além de saboreá-lo): a hora de amassar.

Purê amassado com creme de leite e margarina, apesar de eu não saber ao certo se poderia ser substituída por manteiga ou qualquer outra coisa (não, eu não aceito sugestões), e tudo seguindo conforme planejado. Entretanto, na hora do sal, eu inventei uma forma bem legal de lançá-lo sobre a massa de forma razoavelmente homogênea. Em vez de salpicar (que palavrinha mais fresca, não?)com os dedos, usei o saleiro de mesa. É!! Uma descoberta que fiz ao temperar ovos que estava fritanto.

Na minha terra há um ditado que diz que “de grão em grão a galinha enche o papo” (tudo bem, colegas de outras paragens, depois eu faço um post com a explicação deste regionalismo que trago em minha bagagem cultural capixaba). Então, devagarzinho eu fui mandando ver sal no purê. E continuava amassando, amassando, e a dama ingenuidade sussurrando em meus ouvidos: “mais um pouquinho de sal, meu amigo…só mais um pouquinho”. O resultado dessa sedução pueril foi que, ao término, o purê estava simplesmente incomível! Uma coisa que parecia ter vindo diretamente das profundezas do inferno mar de tão salgada.

Assim, como não se deve jogar comida fora, eu tinha que planejar uma virada nesse jogo que eu estava perdendo de 3 x 2. O que fiz? O que fiz? A-HA!!! Liguei para a minha esposa: “amor, como é que se tira o sal do purê?” e sua resposta, amorosa como sempre: “meu bem, é só colocar mais batata”. PUTA-QUE-PARIU! Como eu não pensei nisso NOSSA! Que ótima idéia! E não vou comentar que a lógica de minha mulher é melhor que a minha porque se ninguém percebeu não sou eu quem vai chamar a atenção para esta minha limitação. Vamos ao que interessa que é o purê.

BATATA!!! (este “batata” é aquela expressão que usamos para definir algo como certeiro, preciso).

Cozinhei mais batata e lancei sobre a massa do purê, conforme pode ser constatado pela prova abaixo:

Acréscimo de batatas ao purê que já estava "pronto"

A esta altura eu já estava verde de fome faminto e já estava tão puto chateado com o purê que não sabia se o terminava e comia ou o atirava daqui do sétimo andar (só pra ele aprender a não ficar salgado mais). Junto com as batadas adicionais, coloquei mais margarina e mais creme de leite, para manter as coisas equilibradas.

 Acréscimo da margarina e do creme de leite

 

Perseverei nessa briga até o fim e, para meu espanto, a coisa até que ficou decente.

Na foto abaixo, pode ser constatado o trabalho finalizado e assinado pelo artesão.

Purê reformado com assinatura do "chef"

Bem, o purê reformado ficou bom, contrariando todos os prognósticos contrários. Virada de jogo aos 45 do segundo tempo.

Da próxima vez, não vou usar o saleiro. ELE, na verdade, é que foi o culpado de eu ter almoçado às 17:00h naquele domingo ensolarado.

Vida longa!

6 Respostas para “O purê reformado”

  1. Rodris Ingvordsen Disse:

    ahahahahahahahah….

    Mais um post sensacional!!!!
    VC está ficando craque nessa história de blogar seus assuntos alimentícios, não??

    Qual será o próximo??

    Omelete??
    Abraços.

  2. Luciano Paris Disse:

    Rodris,

    Estou pensando em tentar um salmão com molho de alcaparras.

    Segura aí que este finde estou indo para Vitória-city e as chances são grandes de eu poder preparar essa maravilha tão simples para minha família.

    Saludos,
    Paris

  3. Diogo Tadeu Disse:

    Parabéns amigo, o Joker staff do Meteorus passo esse link no GameForum…Já li alguns e to dando muita risada, vo passa a acompanhar o Blog.

  4. Luciano Paris Disse:

    Seja muito bem-vindo, Diego.
    A casa é sua.

    Caso você prefira, pode também assinar o feed do blog ou mesmo registrar seu e-mail para receber as atualizações diretamente por e-mail.

    Um abraço,
    Paris

  5. Olinto Disse:

    Paris,

    Ficou bacana a sua assinatura.

    []´s

  6. Luciano Paris Disse:

    Obrigado, meu caro.
    Saiba que esta assinatura foi feita com o dedo limpo.
    Um grande abraço e volte sempre.
    Paris

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