Dia de ‘estar falando’…

Março, 31 2008

 

Pessoal, não podemos nos esquecer da campanha que vai estar acontecendo no dia de hoje. Temos que estar lembrando que hoje vai estar sendo o dia de estar falando como operador de telemarketing.

Em caso de dúvidas, visitem o endereço original da chamada aqui: Dia de estar falando como Operador de Telemarketing.

Saludos!


O escândalo do caixa 14

Março, 31 2008

 

Ontem eu estive no Extra-perto que fica mais-ou-menos perto daqui do hotel em que vivo em Campinas para comprar algumas coisas que faltavam em minha cozinha.

Ao me aproximar do caixa a senhora que estava à minha frente começou conversar comigo, mostrando vários frangos na área de “escape” (aquela cestinha que fica antes do caixa, onde as pessoas depositam os produtos que desistiram, na última hora, de levar). Ela explicava que as aves eram congeladas e já estavam com a embalagem plástica molhada, o que indicava que eles estavam ali fazia um bom tempo.

A reclamação daquela senhora era bastante pertinente. Seu argumento era que, uma vez que o produto havia sido descartado por um cliente, ele deveria ser retornado o mais rapidamente possível para o balcão refrigerado. Caso isso não fosse feito logo, a ave poderia entrar em processo de decomposição e o próximo cliente que “sorteasse” a ave em sua escolha, levaria um produto que, apesar de estar no período de validade, não havia sido consevado adequadamente.

Aquela senhora ficou tão incomodada que se dirigiu ao caixa para informar à funcionária sobre suas observações.

A moça não deu muito conversa para a senhora, que voltou a reclamar comigo.

Eu já estava com o saco na lua por ter que ouvir aquela choradeira toda, mas por sorte o cavalheiro da frente foi atendido e chegou a vez da senhora.

A primeira coisa que ela disse à menina do caixa foi sobre o frango. A menina não sabia bem o que dizer, e resumiu com um: “eles passam de meia em meia hora para recolher os produtos deixados. Devem estar atrasados”.

A senhora fez troça dizendo: “Ah… em meia hora este frango já estará estragado”. E tentou retomar a discussão. Mas como a sua compra era pequena (apenas dois frangos congelados, iguais aos que estavam na cestinha do maldito caixa do lado), a menina já disparou:

“São ‘tantos’ reais, senhora”.

A tiazinha pagou e foi embora.

Agora eu vou ficar esperto quando voltar ao supermercado: se tiver frango na cestinha, troco de fila imediatamente.

Vida longa!


A substituição da foto

Março, 29 2008

A página com conteúdo fixo “Eu“, na qual eu faço um breve-brevíssimo relato de quem eu sou (como se soubesse…), foi atualizada hoje. Pra ser mais exato foi atualizada neste momento.

O que acontece é que o Júnior me disse que a foto que estava na página não estava muito boa porque ele parecia bem mais velho. Só que isso me trouxe um impasse: quando mais nova for a foto, mais velhos todos nós pareceremos. Desta forma, não adianda eu “atualizar” a foto. Foi aí que ele me explicou que não era bem isso que ele queria dizer, e que o problema era o seu estado pessoal (acabado) que havia sido registrado na ocasião. Assim, ainda com a mente entorpecida pelo paradoxo, troquei a infeliz da foto e coloquei outra bem mais recente em que ele, contra todas as probabilidades da natureza, aparece mais novo.

Eu sei que você vai dizer que a foto parece capa de CD de grupo de pagode. Mas eu juro que não era essa a intenção. Era apenas (eu juro) um teste da câmera do notebook que o Fábio havia me vendido fazia 10 minutos (observe que ele é o mais ‘contente’ da foto). O Fábio, apesar de ser o “do meio” da foto, é o caçula. O verdadeiro “do meio” é o Júnior, que é o que está à direita (olhando para a foto e não para a câmera). Mas me apresso aqui a explicar que o Jùnior é o “do meio” no que se refere a ser “irmão do meio”, e isso não tem nenhuma ligação com suas inclinações políticas de “terceira via” e muito menos sexuais.

A felicidade do Fábio é claramente explicada pela venda do notebook, mas a do Júnior… não sei… mas eu acho que ele ganhou alguma comissão nessa venda. Por que será que só eu não estou “sorri-dente” nesta foto?

No final, o que importa mesmo é o espírito fraterno, sem jamais nos esquecermos de nosso lema: “irmão que engana irmão, tem cem anos de perdão”.

Saludos!


Agora sim…

Março, 29 2008

Sempre ouvi que a divina providência nos dá uma “força” quando estamos frente aos grandes desafios de nossas vidas. E hoje eu pude comprovar esta afirmação.

Eu já estava cansado de não ter assunto para postar e, de repente, navegando na blosfera, deparei-me com um chamamento que (com o perdão do trocadilho) chamou-me a atenção. Tratava-se de uma campanha que convidava (e ainda convida) a todos a participarem de uma gloriosa campanha da qual me recuso a manter-me alheio. Trata-se do “Dia Mundial para estar falando como Operador de Telemarketing”, cujo link segue abaixo (é só estar clicando na figura que vai estar aparecendo nesta página, logo abaixo deste parágrafo, que o senhor estará sendo direcionado para o blog que hospeda a intimação).

 

dia_telemarketing2.jpg

 

Estou com preguiça de comentar este assunto, então deixarei para outro momento. Mas a campanha certamente irá estar dando o que se estar falando.

 

Vida longa!


A paternidade, a distância e o pão de cada dia

Março, 8 2008

 

Ingenuamente eu poderia afirmar, simplesmente, que nos nossos dias está se tornando muito difícil conciliar as funções de pai, marido, profissional e "dono-de-casa". É, dono-de-casa, sim, porque quando eu estou no aconchego do meu lar, gosto de cuidar de minha família, apesar de que, ultimamente, os tenho submetido às minhas terríveis seções de aprendizado culinário (adivinhe quem são os "provadores"?).

Entretanto, mesmo correndo o risco de ser ingênuo, vou tentar levar a diante algumas reflexões que me têm incomodado.

Todo conteúdo que leio a respeito da vida, alerta para alguns fatos que estão se tornando comuns em nossa sociedade, mas parece que ninguém percebe.

Alertam-nos para:

  1. Cuidar do trabalho;
  2. Cuidar da família;
  3. Cuidar de si mesmo;
  4. Poupar dinheiro;

E mais uma infinidade de coisas com as quais "devemos nos preocupar", e às quais temos que dar atenção.

O problema é que o trabalho torna-se uma carnificina da qual sair vivo ao final de cada dia (que a cada dia se torna mais difícil de chegar) já pode ser considerada uma honrosa vitória. Cuidar da família, após sobreviver ao massacre do dia de trabalho, é mais algo como entregar o que sobrou de si àqueles em nome dos quais você faz "tudo isso".

Sem contar as inúmeras situações que nos levam a permanecer longos períodos longe da família, uma vez que o mundo globalizado nos leva para lá e para cá ao sabor dos ventos do dinheiro. Pra onde ele sopra, lá vamos nós.

Cuidar de si mesmo é algo sempre lembrado pelas políticas de RH das empresas, mas que, definitivamente, não condiz com as práticas diárias do ambiente organizacional (mas este ponto só vale para a Nova Zelândia). É algo como "ser cristão". Normalmente, vale para os outros.

Poupar dinheiro é uma arte, sem dúvida. Mas gerar uma necessidade que não existe e transformar as crianças em máquinas de desejos através de peças de marketing utilizando ferramentas psicológicas que se sofisticam em precisão e creldade a cada campanha dá muito mais retorno financeiro.

Desta forma, a humanidade está criando seu próprio inferno, onde as ilhas de paraíso são bolhas artificiais, onde tudo e todos têm um preço, onde você só vive o que se pode pagar.

Mas pode ser que eu esteja enxergando tudo com cores fortes demais. Uma vez vi em um documentário da TV algo que talvez explique este nosso momento. Dizia o estudioso que

em cada época a humanidade escolhe sua forma de nascer, viver e morrer

Dá o que pensar.

Vida longa!