Para poder dar um excelente exemplo de quão perscrutadora é a inteligência humana (?), vou lhes dizer o que aconteceu hoje, dia vinte e sete de junho de dois mil e sete, às margens plácidas da rodov. dos Bandeirantes. É… essa rodovia bonita, ampla e bem sinalizada no estado de São Paulo. Pois saibam que ela serviu de testemunha à uma discussão que, se não chega a ser filosófica, tem muito de anatômico-fisiológica.
Estávamos eu mais dois amigos, cujos nomes não posso revelar por motivos de segurança, caminhando após o almoço, na área externa de uma empresa cliente, quando, subitamente, vimos um pequeno rebanho de bovinos pastando serenamente num grande terreno vizinho.
Paramos para analisar aquela cena bucólica por alguns instantes… Eu disse alguns instantes.. Não se passaram 15 segundos… e começou a discussão:
- Olha lá… Aquele boizão deve ser o “chefão”.
- É.. parece mesmo! O bicho é grande pra caramba!
- Olha só: aquela posição pata dele é como se fosse, em termos humanos, quando o chefe recosta a cadeira e põe o pé sobre a mesa. Ou seja: aqui mando eu!
A prosa foi rolando, e as observações variavam da cor do mato, passando pela busca dos possíveis donos dos bichos, chegando à serenidade bovina.
De repente, alguém manda à queima-roupa:
- Será que aquela vaca não se incomoda por ficar com o c. sujo?
O outro o repreendeu:
- Que c. sujo que nada, rapaz.. Olha lá… Tá limpo! Só está sujo quando tem “curso” (que depois ficou explicado como sendo um tipo de diarréia bovina).
Como eu não podia ficar de fora de tão edificante discussão, apressei-me por complementar:
- Olha lá.. Olha lá… ela usa o rabo para manter o c. sempre limpo;
- Mas o rabo não é para espantar as moscas?
- Não, cara. Não é só para espantar moscas. Veja só o movimento de “limpador” que ele faz. Ele cumpre dois papéis: um é o de espantar as moscas; o segundo, manter o c. limpo.
- Não, Paris… Não é não.. O rabo não dá conta de limpar tudo.. Tá sujo, cara!
- Não “tá”! Só parece que está…
E ficamos nós ali. Três homens adultos, todos casados e com filhos, trabalhadores e um pouco inteligentes, discutindo se o c. da vaca estava ou não estava sujo.
A discussão se estendeu por, no mínimo, uns dez minutos. Dez minutos!!!! Vocês sabem o que é isso?
E o pior é que não houve consenso: quem começou achando que estava sujo, terminou a prosa com a mesma opinião, Da mesma forma, quem começou achando que estava limpo, concluiu que assim era. Eu me restringi a tentar explicar que o rabo possui a função higienizadora, sem buscar compreender se ele cumpre bem ou não a sua tarefa.
E não adianta vir me perguntar….eu não terei respostas.
Vou sugerir que perguntem para os outros dois.
Vida Longa!
Paris




Junho, 29 2007 às 09:48 |
Bom, “a-nivel-de” ilustração vc poderia ter tirado uma foto do c. da vaca e postado aqui, porém “a-nivel-de” discussão poderiam ter argumentado sobre o gás metado expelido pelo c. da vaca que causa o aquecimento global … hehehe T+
Julho, 1 2007 às 08:13 |
Meu Irmão,
Como um ser ridículo, vc consegue se seperar…
Posso colocar minha opinião?… Acho que o rabo serve para abanar (refrescar) as pernas da vaca….rsrsrsrs
Abraço
Seu Brother.
Julho, 5 2007 às 13:15 |
Alguns sensitivos lêem búzios, outros cartas, fumaca e até borra de café.
A leitura do “Cú da Vaca” é só uma forma diferente de encontrar respostas para os problemas da vida, tentar entender que existem coisas piores na vida, como por exemplo o cú sujo da maldita vaca. Pobre animal, nao há quem olhe por ela, carrega consigo a “mancha” das fezes, o rabo fedido e invadido por seres desagradáveis como os mosquitos. A próxima vez que encontrarem com uma vaca, conversem com ela, perguntem a ela o que ela sente, tentem entender o sentimento do pobre animal. Na próxima vez vamos discutir sobre um problema muito sério que ocorre na África e na Índia, a falta de cutícula nas unhas dos elefantes.
Dezembro, 12 2007 às 09:22 |
Se eu tivesse lido este texto quando voce o escreveu, com certeza hoje minha vida seria completamente diferente !
Uma hora destas precisamos nos centar diante de algumas cervejas e discutir melhor os desdobramentos da observação não só dos bovinos, mas tambem de outros rulminantes interessantes que existem em noso ecossistema.
Dezembro, 16 2007 às 17:43 |
Caro Silvestre,
Não há dúvidas de que uma discussão sobre os diversos “modelos” de ruminantes nos levariam algumas boas horas.
Não faltarão oportunidades e ruminantes aos quais observarmos, mas não posso garantir que haja ecosistema por muito tempo.