Almoço em família

Outubro, 4 2009

Hoje foi domingão. E como todo domingo que se preze, almoçamos em família.

Observando a mesa, pude perceber o quanto todo aquele universo, completo, significa para mim. Tendo vindo de uma rotina que me matinha distante por longos períodos, eu defendia para os atuais colegas de trabalho que fazia questão de almoçar todos os dias na companhia de meus filhos para compensá-los pela distância que tínhamos vivido por tanto tempo.

Eu não poderia estar mais equivocado.

Em minha arrogância cega, eu colocava a mim mesmo como sendo o centro desse universo. Como sendo eu o pretenso provedor de algum equilíbrio e da energia da vida que pulsa nesse cosmo que compartilhamos. Errado!

Não são eles que precisam de mim. É exatamente o contrário: eu sou quem precisa deles. Faço questão de almoçar todos os dias com eles não porque creio que os ajude em algo ou os recompense com minha "iluminada presença", mas porque eu preciso deles. Preciso estar com eles. Preciso recarregar as minhas energias em sua fonte. Preciso encontrar, a cada meio expediente trabalhado, algum sentido para esse caos que vivo quando navego pelas fronteiras do mundo exterior. Preciso ouvir suas vozes e certificar-me de que eles estão ali, ao alcance de minhas mãos medicantes de amor.

É assim que nós, pais, caminhamos. Fazendo pôse de necessários, mas sabendo, bem no fundo, que somos apenas a transição. Eles é que são a vida. Não temos filhos porque somos bonzinhos. Temos filhos porque sabemos que não somos muita coisa sem eles.

Amanhã certamente estaremos juntos para o almoço, uma vez mais. Mas meu olhar não será o mesmo. Os verei chegarem cansados da jornada matutina, os acolherei, e pedirei humildemente: Venham, crianças, almocem com o papai.

Vida longa!


O chip do Pedro

Outubro, 3 2009

Pode ser que você já tenha ouvido falar do Pedro. Pode ser que você não tenha ouvido falar do Pedro. Pode ser até que você jamais tenha ouvido o nome Pedro (apesar de haver várias menções a um tal "Pedro" na Bíblia).

A questão nem é mais "quem é o Pedro". A questão é que ele tem que devolver o maldito chip para sua "sei-lá-o-quê-alguma-coisa-namorada-talvez".

Engraçado é que ninguém conhece (ao menos eu) a infeliz que deu ao Pedro os seus 15 minutos dias de fama.

Mas, independentemente da origem dessa história (que já nem interessa mais), o meu colega Marcel Stein preparou um joguinho em flash, baseado na história que já ganhou a web.

Sem maiores comentários, fica aqui o link do joguinho: www.rstein.org/pedro

Para aqueles que ainda não conhecem a história, o vídeo a seguir explica tudo (o quase):

 

Vida longa!


Evolução do Ensino no Brasil

Novembro, 4 2008

Estou em busca do autor deste texto. Não é de minha autoria, e nem da pessoa de quem recebi.

Evolução do Ensino no Brasil

Relato de um caso (na matemática):
- Semana passada comprei um produto que custou R$ 1,58. Dei à balconista R$ 2,00 e peguei na minha carteira 8 centavos, para evitar receber ainda mais moedas.
A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 50 centavos de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.
Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.

Por que estou contando isso?
Porque isso deve ter alguma coisa a ver com a evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção desse carro de lenha é igual a 80% do preço de venda. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
(  ) R$ 20,00  (  ) R$40,00  (  ) R$60,00   (  ) R$80,00   (  ) R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00.

Está certo?

(  ) Sim  (  ) Não

6. Ensino de matemática em 2008:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. Se você conseguir ler, coloque um X no R$ 20,00.
(  ) R$ 20,00  (  ) R$40,00  (  ) R$60,00  (  ) R$80,00 (   ) R$100,00

(buscando o autor)

 

Se alguém conhecer o autor, por favor me informe.

Vida longa!


Redenção

Setembro, 16 2008

Às vezes eu perco a esperança na humanidade. Mas confesso que, para minha surpresa descubro-me, às vezes, tremendamente enganado.

Veja só essas crianças: http://www.youtube.com/watch?v=s_4aGXTHo7w

Infelizmente o WordPress.com não permite o vídeo embutido (embeeded) na página. Então você terá que ir até a página o Youtube.com mesmo.

O vídeo dispensa comentários.

 

Vida longa!


Eita sitezinho difícil, sô!

Setembro, 16 2008

Você já viu algum site mais lixo do que os sites das companhias telefônicas?

São os clássicos: bonitinho mas ordinário. O povo enche de frescuras, imagens e javascript, mas funcionar que é bom, nada! Mas é NADA mesmo!

E, para mim, a TIM é a campeã!


¿Donde están mis calzoncillos y medias?

Setembro, 4 2008

Esta semana enviei minhas roupas para a lavanderia.

No dia marcado para a devolução, cheguei no hotel e lá estavam as peças sobre a cama. Tranquilo. Até aqui nada de anormal. Nada que pudesse tirar a paz de alguém já acostumado com essas questões que envolvem os que vivem longe do lar.

Guardei as peças e, após os trâmites ordinários de fim de dia, fui dormir.

No dia seguinte, tive uma intuição. Uma voz me dizia aos ouvidos: “Paris, verifique a roupa… Paris, verifique a roupa…”. Depois de ter a paciência esgotada com aquela voz insistente (a voz vinha do quadro na parede… sério!), fui verificar a roupa. E, para minha surpresa, não estavam lá as minhas cuecas nem minhas meias.

Por um segundo, pensei que elas poderiam estar injustamente esquecidas em algum canto da recepção do hotel. Liguei imediatamente para lá e, um pouco sem-graça, expliquei à mocinha que eu havia recebido as roupas da lavanderia no dia anterior, porém faltavam algumas peças.

A mocinha prontamente disparou (como o fazem os operadores de telemarketing ao “narrarem” aqueles textos que estão aparecendo para eles no monitor do computador): “Senhor, nós não mantemos nenhuma roupa aqui embaixo. Ao chegar da lavanderia, ‘automaticamente’ (eu juro que ela disse ‘automaticamente’) o mensageiro as leva para o quarto do hóspede”.

Eu não vou analisar o ‘automaticamente’ porque mereceria não um post, mas um site exclusivo para o tema. Poderia ser algo do tipo: “O ‘automaticamente’ como elemento de justificativa autômata aplicado à dissipação de dúvidas perante a incapacidade do fazer autônomo”. Mas não vamos discutir isso aqui agora.

Voltando ao meu drama, eu insisti com a mocinha, argumentando que se tratava, provavelmente, de um pequeno embrulho, pois as peças que estavam faltando eram… (acredite, eu disse isso) minhas cuecas e meias (a esta altura, uma pessoa normal estaria procurando um burado para enfiar a cabeça) e que talvez estivessem em algum cantinho da recepção (em bom português: caralho caramba, devem estar jogadas numca canto qualquer por aí). Mas perante a negativa enfática, desisti, conformado, e pensei comigo: quem sabe a lavanderia não se equivocou e enviou para outra pessoa. O caro leitor do sexo masculino pode imaginar bem o drama: suas cuecas e meias sendo usadas por outro figura. SEM CHANCE!

Eu já estava meio puto aborrecido com isso tudo. Não iria deixar barato o sumiço de minhas roupas.

Chegando ao escritório, apressei-me em ligar para eles e informar o infortúnio.

A senhora que me atendeu me disse que ela mesma viu o “pacote” (“pacote”??? Não são drogas, são as minhas cuecas e meias! Mais respeito!) ser colocado no carro de entregas, que já haviam passado por problemas semelhantes no mesmo hotel, e que seu marido iria verificar.

Passada uma hora, liguei novamente e, para meu alívio (aí sim, pude começar a trabalhar pois “todos os meus problemas se acabaram-se”) a dona respondeu que estava tudo certo,  e que as minhas cuecas e meias haviam ficado dentro do carro e eles já haviam providenciado a entrega.

UFA!

Bem,  depois de todo o drama, finalmente eu tinha de novo em meu poder as minhas cuecas e meias… minhas cuecas e meias!! ah.. Maravilha!

E que fique o exemplo para aqueles que se sentem “injustiçados” com temas que envolvem suas cuecas e meias… Lutai!!! Não desistais!

E quando a lavanderia devolver suas roupas, a primeira pergunta deve ser: “¿Donde están mis calzoncillos y mis medias?”.

Vida longa!

 


Mensagem enigmática

Agosto, 10 2008

Mensagem recebida em um dos biscoito da sorte que me foi entregue pelo “China in Box“:

“Um grande incêncio pode vir depois de uma pequena fagulha”.

Dadas as circunstâncias atuais, isso me deixa muito, mas muito preocupado mesmo!

Vida longa!

 

(Atualização):

A propósito, para que gosta de fazer uma “fezinha”, os números na mensagem eram: 39 52 10 36 24 16.

Mas fica o alerta: se jogar e ganhar, eu quero comissão.


De mulheres e cachorros

Maio, 31 2008

 

Antes de mais nada, quero deixar claro que eu não me dou bem com cachorros e JAMAIS realizaria a troca sugerida pelo texto que vou apresentar.

Assim, me desculpem as mulheres (principalmente a minha querida esposa), mas encontrei um post “animal” no blog de um camarada chamado Danilo Pereira.

Não vou comentar porque o post dispensa comentários. Veja por você mesmo: Melhor cachorro do que mulher

Vida longa! (a todos os citados)


A aviação, as comunicações e as vacas que voam

Maio, 26 2008

 

Eu gostaria de saber que estranhas, ocultas e poderosas forças do além movem uma pessoa a ligar o celular quando a aeronave mal tocou o solo. Talvez sejam as mesmas forças que fazem as vacas voarem nos pesadelos lissérgicos.

Chegando agora de Vitória, no vôo 1657, eu presenciei o idiota que estava ao meu lado pedindo, insistentemente, à sua esposa (eu acho que era esposa, porque ela colocava a mão “procurando” as dele, mas o mastodonte ficava impassível, com os braços cruzados. Se ela fosse namorada ou amante, ele não apostaria nesta indiferença) que lhe passasse seu celular. Quando “aportamos” no finger, o babaca cidadão me liga a porra porcaria do celular que, por sua vez, começa a apitar (aqueles avisos de recebimento de mensagens), e ele (o babaca cidadão) começa a narrar: “9973 32xx, Fulano de Tal”.

Realmente, eu imagino que este “Fulano de Tal” deva ser alguém muito importante para que o babaca a azêmola quisesse ter sua imagem vinculada à dele. É como se dissesse: “Vejam só! EU recebo ligações do FU-LA-NO-DE-TAL”.

E novas mensagens continuavam chegando: avisos de mensagens recebidas off line, avisos de ligações perdidas, etc.

A certa altura, a moça, que já era merecedora não de minha admiração, mas de minha compaixão, também liga o seu celular que, a seu turno, também começa a apitar. Mas eu acho que a dona tinha algum problema auditivo (ou deveria trabalhar em uma oficina de funilaria) e colocava o volume da campainha no máximo.

O povo da fileira de trás, uma turma de jovens bastante animada, porém civilizada, começa: “Êpa. Olha o celular! Olha o celular!”

E ficava eu ali, pensando em como mandar aqueles dois desligarem aquelas maquininhas infernais. Mas sem muitos argumentos, porque eu também não tenho certeza se o que eles estavam fazendo era totalmente errado.

Em minha cabeça, o regulamento é muito claro, mas porque para algumas pessoas a coisa parece nebulosa?

Eu explico o porquê. É porque o regulamento também tem os seus problemas, quando diz (no momento do embarque) que “os celulares poderão ser usados enquanto  a aeronave estiver no solo, com as portas abertas e os motores desligados”. Assim, ao chegar no destino e depois de mais de uma hora sem falar ao telefone, as pessoas e as não-pessoas também, se sustentam no fato de que o avião está “com as portas abertas e motores desligados”, para poderem saciar sua obsessão por falar ao telefone.

Outra incoerência do regulamento é que, durante o embarque, mesmo permitindo que se utilize o celular dentro da aeronave “com as portas abertas e os motores desligados”, é recomendado que, ao sair da sala de embarque em direção à aeronave, o passageiro desligue o seu celular.

Então, vejamos:

  1. Quando estou na sala de embarque, posso usar o celular;
  2. Quando saio da sala de embarque, tenho que desligar o celular;
  3. Quando estou dentro da aeronave “com as portas abertas e os motores desligados”, eu posso usar o celular;
  4. Durante o vôo eu NÃO POSSO usar o celular;
  5. Após a aterrissagem eu continuo não podendo usar o celular;
  6. Ao aportar no finger, com “as portas abertas e motores desligados”, eu posso usar o celular;
  7. Ao sair da aeronave em direção à área de desembarque, eu não posso usar o celular;

É MUITA confusão pra cabecinha do cidadão, não é? Como é que o cabra vai dar conta de tanta informação de uma só vez, e em um só vôo? Deveria haver um folder com essa combinação de regras, que fosse distribuído ao indivíduo no momento do check-in e fosse feita prova oral (não.. não é o que você está pensando) no momento do acesso à sala de embarque.

Enquanto as coisas não ficam claras, os “espertos” se utilizam do benefício da dúvida e usam a porra porcaria do celular seja lá com portas abertas e motores desligados, portas fechadas e motores desligados, portas abertas e motores ligados, portas fechadas e motores ligados.

E tudo isso por um único motivo: as estranhas, ocultas e poderosas forças do além que fazeem as vacas voarem.

Vida longa!


A gasolina nossa de cada dia

Maio, 26 2008

 

Depois de alguns dias viajando a trabalho, regresso ao aconhego de meu lar. E, a cada retorno, descubro muitas coisas interessantes a respeito de minha família e o quanto eu dependo de cada um deles. Certamente eles acreditam dependerem de mim, de alguma forma, em função do suporte material que eu, no cumprimento do sagrado dever de pai e marido, lhes provenho. Mas quem é totalmente dependente sou eu, sem sombra de dúvidas.

Como uma grande parceira nesta empreitada, tenho minha esposa e companheira, que administra o caos durante minha ausência (e porque não dizer: durante minha “presência” também, já que eu não costumo ajudar muito no quesito “administração do caos”).

Entretanto, algumas vezes sou surpreendido com novidades que eu dispensaria se fosse consultado com antecendência (o que certamente não irá ocorrer jamais pois se nem consultado sou, querer sê-lo com antecendência é, no mínimo, uma presunção).

Desta última vez, minha esposa me disse que o “carro não está lá muito bom”. Em suas palavras:

“… Eu não sei o que está acontecendo… Será que pode ser a gasolina?”

Então, eu imaginei : Claro! É a gasolina.

- Amor, você não abasteceu naquele posto que já nos trouxe problemas, não é?

Pela carinha que ela fez, pude perceber que ali estava o problema do carro. Ou seja, não era outra coisa que não a maldita da gasolina colocada num posto tranqueira enrustido. É… tranqueira enrustido é aquele posto que um dia teve a distribuição Petrobras, por exemplo, mas mesmo depois de perder o credenciamento, manteve os banners para enganar os trouxas ingênuos desavisados.

Já abastecemos neste tal posto e o resultado, na época foi o mesmo: o carro “rateava” e parecia que o motor ia parar a qualquer momento. Perdia potência e, ao ser “exigido”, não respondia.

Para quem mora em Vitória, fica a recomendação de não abastecerem neste posto que fica na Av. José Rato*. Por outro lado, recomendo um que fica na Dante Michelini*, com o qual nunca tive problemas. Vale a pena sair de Jardim Camburi e ir abastecer quase em Jardim da Penha e ainda aproveitar para curtir a orla.

Vida longa!